Roma,
27 de fevereiro de 2012
foto de Lauro Ferreira |
Hoje
Roma amanheceu sorrindo. Parece que o inverno resolveu tirar folga por um dia,
e deu lugar à Primavera. Há mais de um mês que não fazia bom tempo na Cidade
Eterna, e justo hoje o sol veio nos visitar. Como Disse Bento XVI, “penso que
devemos também agradecer ao Criador pelo belo tempo que Ele nos deu hoje”. O clima agradável contribuiu para uma boa Audiência,
mas também serviu de pano de fundo da alegria do coração que sabe agradecer e
confiar. Mais uma vez proponho três palavras, na tentativa perigosa de
sintetizar o discurso de Bento XVI.
Ainda
que o Papa tenha ressaltado, na avaliação de seu pontificado, os momentos de
“águas agitadas e ventos contrários”, há que observar que seu discurso foi
acima de tudo um discurso de gratidão. Vale ressaltar o belo e profundo
agradecimento dirigido ao seu Senhor: “é por isso que hoje o meu coração está
cheio de agradecimento a Deus porque Ele nunca deixou faltar a toda a Igreja e
também a mim a sua consolação, a sua paz, o seu amor”.
O
Papa acentuou também muitas vezes a confiança no Senhor: “’Teve um período na
caminhada da Igreja que houve momentos de alegria e de luz, mas também momentos
não fáceis; senti-me como São Pedro com os Apóstolos na barca no lado da
Galiléia: o Senhor nos deu tantos dias de sol e de leve brisa, dias em que a
pesca foi abundante; momentos também em que as águas estavam agitadas e o vento
contrário, como em toda a história da Igreja, e o Senhor parecia dormir. Mas
sempre soube que naquela barca está o Senhor e sempre soube que a barca da
Igreja não é minha, não é nossa, mas é Dele. E o Senhor não a deixa afundar; é
Ele que a conduz, claramente mesmo através dos homens que escolheu, porque
assim o quis. Essa foi e é a certeza que nada pode ofuscar.”.
A
Alegria, citada por Bento XVI, cinco vezes no seu discurso, nos leva a
considerar que, não obstante os momentos difíceis, a alegria foi uma das marcas
de seu pontificado. Alguém poderia questionar: “Mas ele não é muito
carismático, ri pouco, é muito tímido”. De fato, as pessoas que conhecem de
perto Bento XVI dizem, afirmam que ele é um homem muito tímido. Mas a alegria
cristã não vive de máscaras, ela se apodera de cada um de um jeito e faz
morada, vive na interioridade que pode ser expressa em leves sorrisos simpáticos.
Essa sim é a marca de Bento XVI. E em tudo que ele é, em toda alegria que
carrega consigo, ele nos pede para vivermos a alegria de sermos cristãos, de
termos recebido, com gratuidade, o dom da fé, e a alegria de exercer o nosso
ministério, que é puro serviço.
foto de Lauro Ferreira |
por Lauro Ferreira, sm
Com Bento XVI rezemos e caminhemos com a Igreja e como Igreja, do jeito de Maria.
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